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Pensador Convidado: Paulo José Correa

MILAGRE DO PÃO “Debulhar o trigo recolher cada bago do trigo forjar no trigo o milagre do pão e se fartar de pão” Pão francês, pão italiano, pão sírio, pão australiano; pão de forma, pão integral, pão doce, pão rústico… Hoje, 16 de outubro, é o DIA MUNDIAL DO PÃO. E, sendo o pão o símbolo da alimentação humana, hoje é também o Dia da Alimentação. Historiadores dizem que os primeiros pães surgiram por acidente. No começo, os grãos dos cereais eram comidos crus e a mastigação formava uma pasta. Quando partes dessa pasta caíam da boca em cima de uma pedra quente ou em uma fogueira, geravam uma massa assada. Ao comer essa massa, os humanos perceberam que assando a pasta de cereais obtinham algo mais saboroso. Assim teria nascido o pão. Quem diria que um alimento tão importante teve sua origem em restos mastigados? Comendo e aprendendo! Com base em escavações feitas na Jordânia, pesquisadores concluíram que “… há 14,4 mil anos já se fazia na região um tipo de pão sem fermento, a partir de uma variedade selvagem de trigo”. O primeiro registro sobre o pão fermentado data de 4-6 mil anos a.C. Foi encontrado no Egito. Os egípcios descobriram a fermentação da massa de trigo e deram início à fabricação dos pães em fornos. A primeira menção ao pão em terras brasileiras está na carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal. Ele relata que os indígenas não gostaram do pão que lhes foi oferecido. E quem gostaria? Aqueles pães ficaram quase dois meses nos porões dos navios. Atribui-se aos gregos a criação das primeiras padarias e aos romanos a sua popularização. O pão era tão popular em Roma que os governantes romanos criaram a famosa política do “pão e circo” para controlar o povo. Aqui, “…a padaria que ficou conhecida como a mais antiga do Brasil é a Santa Tereza, localizada na região da Praça da Sé, em São Paulo. A Santa Tereza foi fundada em 1872.” A partir do século XIX, a fabricação de pães tornou-se uma indústria. Essa industrialização ocorreu por dois fatores: o advento das máquinas e a descoberta, por Louis Pasteur, de que a fermentação era causada por micro-organismos, o que permitiu o controle desse processo. Com máquinas e micro-organismos, muitos puderam se fartar de pão. A fabricação do pão sofisticou-se e diversificou-se. As padarias se multiplicaram. Programas de TV e na internet ensinam a fazer pães. Máquinas para fazer pão são vendidas em lojas. Apesar do trigo ainda ser o principal ingrediente, existem pães de muitos outros vegetais: milho, arroz, centeio, batata etc. Miriã, minha esposa, faz um pão na frigideira, uma mistura de diversos cereais e frutas secas. Uma delícia! E há, claro, o famoso pão de queijo, a melhor invenção dos mineiros depois do avião e do “uai sô!”. O pão também se tornou símbolo religioso. Os gregos o tinham como sagrado; atribuíam aos deuses a sua origem. Na Bíblia há centenas de referências ao pão. Os judeus comem um pão sem fermento ao comemorar a libertação da escravidão do Egito. Jesus disse: “Eu sou o pão que desceu do céu”. E adotou o pão como símbolo do seu corpo, misticamente repartido no ritual da santa ceia. ​Neste Dia do Pão, podemos celebrar a quantidade e a variedade de pães à nossa disposição. Mas, também precisamos lembrar, e agir a favor, dos sem-pão. Enquanto alguns podem escolher entre os diversos tipos de pães, outros querem apenas um pedaço de qualquer pão. No Brasil, o número dos que não têm o que comer aumentou muito nos últimos anos. A notícia abaixo é de 14/09/2022: PESQUISA “OLHE PARA A FOME” CONSTATOU QUE 33,1 MILHÕES DE PESSOAS PASSAM FOME EM 2022, ANTE 14 MILHÕES EM 2020. Um estudo publicado nesta quarta-feira, 14, pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN) apontou 15,5% de domicílios com pessoas passando fome, o que corresponde a 33,1 milhões de pessoas. Em relação à pesquisa anterior, de 2020, houve um crescimento de 73,2% ou 14 milhões de pessoas. Na ocasião, 9%, ou 19,1 milhões de pessoas, estavam nesta situação. Os dados mostram ainda que três em cada dez famílias brasileiras relataram incerteza quanto ao acesso a alimentos em um futuro próximo e estão preocupadas em relação à qualidade da alimentação no futuro imediato. Em números absolutos são 125,2 milhões nessa situação. A fome não pode esperar. Jesus ensinou a orar pedindo “O pão nosso de cada dia nos dá HOJE”. Esse pedido é o primeiro dos que se referem às necessidades humanas na oração do Pai Nosso. Está antes da necessidade do perdão e de ser livre do mal. Essa ordem mostra a visão de Cristo sobre as prioridades humanas. Por isso mesmo, segundo a Bíblia, ele multiplicou pães para alimentar os que o ouviam, em vez de dizer-lhes, como queriam seus discípulos, que fossem procurar o que comer. A fome tem pressa! Pasteur descobriu que a fermentação é produzida pela vida: microscópicos seres vivos a realizam. Então, pode-se denominar o pão como “pão da vida”. Que, ao alimentar, dá vida. Nesse sentido, mesmo que não se creia no relato bíblico da multiplicação dos pães, ainda podemos cantar sobre o “milagre do pão”. E, ao reparti-lo, estamos ampliando esse milagre. Paulo José Corrêa é autor de “FRAGMENTOS DE UMA HERANÇA CRISTÔ. É mestre em Direito, pós-graduado em Letras e trabalha com revisão de textos.

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Judson Santos

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