A CARA DO PAI

No princípio havia uma pequena família: pai e filho. O filho se tornaria no futuro, o irmão mais "velho"; o primeiro dentre muitos irmãos. Enquanto esse momento não chegava, no longínquo tempo passado ele era o único filho e com a cara do pai. Mais que isso. Imanente com o pai. Incriado como o pai, mas criador de todas as coisas existentes ao lado do pai. Um dia o filho se fez homem. Sofreu como homem. Morreu como homem. Tudo a pedido do pai. Obediente, o filho sofreu muito, mas fez tudo o que o pai pediu e planejou. O filho ainda mantém as evidências humanas. Até as marcas da cruz em suas mãos ele as mantém lá no impalpável paraiso. Se alguém quiser falar com o pai, é fácil. Basta pegar o caminho certo - o caminho é o filho. Se alguém quiser conhecer a verdade de todos os conhecimentos, é fácil. Basta conhecer e conversar com o filho. O pai e o filho sabem de todas as coisas. O filho não deixa de ser filho, mas usa as prerrogativas de pai, quando dá como herança, a eternidade aos novos filhos adotivos. Ele concede vida imortal ao revestir seus novos irmãos da imortalidade. Ele tem essa autoridade. Afinal, foi ele quem venceu a morte. Enquanto o amor do pai gera novos filhos, o filho eterniza as vidas dos novos irmãos adotados pelo amor do pai.

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