A MORTE MATOU A VIDA


Gênesis, ainda está parcialmente em mistério. A vida e a morte - naturezas essencialmente antagônicas - já esteve em mortal confronto. O que estava em disputa era o poder absoluto. À vencedora, o poder; o controle irrestrito e universal.

Houve um tempo em que esse confronto foi inevitável. Prevista pelos profetas, a vida se fez mortal. A morte viu a chance de matar a vida.

Não foi uma ação inteligente. Muito menos de vitória. A morte mata quem poderia dar a ela existência sem fim. Somente a vida é quem poderia dar existência eterna para a morte. Ao tomar conhecimento da negação da vida em dar vida a morte - de graça e sem barganhas -, a morte decide acabar com a vida.

A morte da vida se deu em território neutro - entre o céu e a terra. Porém, ao matar a vida, a morte se tornou irreversivelmente mortal; finita. A morte ao matar a vida, deixa de coexistir com a única que teria o poder de lhe conceder a existência eterna.

A vida, aparentemente derrotada.

A morte prende a vida no túmulo frio, sob algemas. Assim ela se vê vencedora. No pouco tempo humano, terceiro dia, a vida se levantou do túmulo, quebra algemas que a condenaria à inércia.

Morreu a vida do filho, abriu-se a possibilidade para a derrota do amor do pai. Ao ressuscitar o filho, o pai abriu o caminho para a vitória definitiva da vida do filho. Derrotado o ódio, o amor eterniza-se. O reino é novamente do filho; o amor é o próprio pai.

Ao se levantar do túmulo, a vida imediatamente impediu que a morte se eternizasse. Assim a vida deu vida com extensão eterna aos mortos; reverso ainda em andamento. Ressuscitada, a vida subiu aos lugares altos. Subiu e impediu que a morte se eternizasse também no ambiente do eterno Altíssimo. É o filho agora na luta pelo pai.

Vida e morte, distintamente, continuam como ocorrências. Seguem em realidades paralelas e pontuais.

Vida e morte - predestinadas nos propósitos. Predestinadas conforme suas próprias naturezas: a vida para a vida, a morte para a morte. Definitivos nos caminhos. Destinos irreversíveis. Domínios da vida para sempre garantidos.

JUDSON SANTOS

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