AMOR EVIDENTE

O diálogo com um discípulo indeciso e sem foco, mostra o mestre Jesus propositalmente insistente: Pedro, tu me amas? Jesus repetiu essa pergunta para Pedro por três vezes.


A insistência não foi por acaso. Jesus não foi um chato insistente. O mestre ensinava nessa pergunta o quanto alguém pode estar distante da teoria e a prática. Amar é a coerência nas responsabilidades.


A insistência pedagógica do Mestre Jesus fez o entendimento de Pedro corrigir a distância das responsabilidades exigidas pelo amor. O Mestre reconduziu o seu discípulo que confessava teoricamente, ao que, de fato, importava.


O amor não se perde nas declarações apenas verbais. Amar é um sentimento que se prolonga em comportamentos que correspondem ao próprio sentimento declarado.


Declarar "eu te amo" é fácil. O que importa nesse sentimento é o assumir responsabilidades que evidenciam a verdade desse sentimento.


Não existe amor sem evidências.


As responsabilidades que envolvem esse nobre sentimento se harmonizam na coerência da prática. Sem mentiras.


No exemplo acima citado, no diálogo de Jesus com Pedro, o mestre fez a pergunta como se perguntasse: Pedro, você me ama mesmo? Então... Mostre o seu amor assumindo as devidas responsabilidades.


Se não houver harmonia entre responsabilidades e esse sentimento, tudo se transforma em hipocrisia e mentira que empurram à desonra. Hipocrisia e mentira empurram aos destinos que terminam em lágrimas, sobram as marcas das frustrações.


Quem diz que ama, mostre coerência nas responsabilidades que esse sentimento exige.


Diga "eu te amo" com caráter. Diga "eu te amo" com a dignidade de quem tem caráter. Diga "eu te amo" sem brincar com a cara de quem ouve essa declaração.


Brincar com o amor, é o ódio quem dá gargalhadas.


Reposicione-se dentro dos critérios de Deus. Se for preciso, sofra o necessário para manter esse amor. Respeite esse compromisso. Fidelidade, bons tratos e parceria trazem honra para quem respeita a presença de Deus.

Deus é amor.

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