SOMOS DEUSES?

SOMOS DEUSES?

"Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada..." João 10:34,35


No texto acima Jesus confirma a divindade de todos os "nascidos de novo", os filhos de Deus.

A certidão de nascimento fora escrita com sangue do Cordeiro inocente. A filiação é estrita: somos filhos do Pai celestial.

A explicação de Jesus começa no Velho Testamento. "Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo." Salmos 82:6

Como entender o homem mortal como um deus?

O homem mortal - sem Cristo - não é um deus. A promessa da Cruz é a de readquirir novamente esse privilégio. Um privilégio que satanás tentou descredenciar a Jesus no deserto.

Adão e Eva eram deuses?

Deus é corpóreo invisível. No Eden o primeiro casal era constituído em corpos visíveis. Tinham a "fraqueza" da visibilidade, que se aperfeiçoava no poder da invisibilidade de Deus. A semelhança de Deus se fazia em participação no visível da natureza divina.


Os atributos da divindade estavam ao alcance do casal. Adão era participante da "onipotência" visto que, nada havia mais forte que ele nessa terra. Adão e Eva participavam da "onipresença". Todos os dias, ao entardecer, se reuniam com o Eterno. Eva, por sua vez, participava da "onisciência" divina ao identificar a presença do mal. Ela não conhecia o mal enquanto experiência intrínseca. Embora com o mal livremente se comunicava. Deus sempre se comunicou com o mal na liberdade do seu arbítrio.


"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." 1 João 3:2

No texto citado diz : "Ainda não é manifestado o que havemos de ser" - esse é um freio hermenêutico teológico ao antecipar a ontologia escatológica de passagem - de humanos mortais a (novamente) "deuses".

A filiação divina dos homens está definida nas palavras de João: a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus. João 1.12. Em outro texto complementar a esse, diz: quem tem o filho, tem a vida (eterna). 1 João 5.12


Quem é eterno, senão Deus? Logo, se somos filhos, somos "deuses" ou... Somos seres participantes da natureza do Pai em unidade com o Pai.

O mistério da salvação eterna alcança o homem mortal e o faz filho igualmente eterno como o Pai.


Somos mortais; somos eternos - paradoxal essa passagem de homens a "deuses". O processo da passagem está revelado: Jesus é a luz; ilumina. Mostra o caminho. Confronta a morte com a verdade. Dá acesso à vida, vida sem a morte. Eterna.


"Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. João 17:21 Essa unidade vai além da retórica da intimidade. Essa unidade remete à participação da natureza divina.


O apóstolo Pedro ensinou a dinâmica: "...fiqueis participantes da natureza divina...." 2 Pedro 1:4 Essa participação é definida na revelação expressa nas ações da igreja. A Igreja participa do poder de Deus.


Deus é absoluto em vida individual e em existência autônoma. Já o homem, uma vez nascido do Espírito, herda do Pai os direitos de filho, nas prerrogativas do Eterno. Receber o Cristo é eternizar-se como Deus, e participantes dos atributos do Deus indivisível. O Pai assume a paternidade dos filhos adotivos em Cristo. Sim, somos "deuses" como partícipes do poder, da natureza e, por extensão, em unidade com Deus na eternidade.

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